“Certo dia, quando Jesus viu que as multidões se ajuntavam, subiu a encosta do monte e ali sentou-se. Seus discípulos se reuniram ao redor, e ele começou a ensiná-los.” (Mateus 5:1-2)
O monte sempre configurou um cenário importante ao longo da Bíblia. Foi sobre o monte Moriá, que Deus confirmou sua aliança com Abraão; em Horebe, Ele apareceu na sarça para Moisés; no Sinai, entregou a lei ao seu povo. Neste trecho de Mateus, o monte torna-se o púlpito onde Cristo irá ensinar o povo ao longo daquele que chamaremos de Sermão do Monte.
Pensem o quão maravilhoso deve ter sido receber ensinamentos profundos do Mestre, ouvindo-o ensinar com propriedade sobre o Reino dos Céus. Nessa seção, encontramos as “Bem-Aventuranças”, que são virtudes necessárias para um cidadão deste reino. Através destas virtudes, Jesus comprova que, enquanto nesta terra somos peregrinos, pois o cidadão dos céus é caracterizado pela sua vida humilde (v. 5) e piedosa (v. 9), marcada por lágrimas (v. 4), santidade (v.8) e perseguição (v. 10-11). Usando o exemplo dos próprios profetas, que não buscaram aceitação humana ou uma vida confortável, Jesus nos relembra que a recompensa dos que seguem este estilo de vida será grande no Céu.
O Mestre ensina também sobre os contrastes entre o cristão e o mundo. Tal como o sal tempera e dá sabor aos alimentos; e a luz brilha nas trevas, somos convidados a brilhar e mostrar essa luz. Um ponto interessante, pois, ao mesmo tempo que, como cristãos, somos convidados a humildade, que por sua vez está combinada com ações reservadas e discretas; somos encorajados a permitir que o mundo veja nossas boas-obras, não para nos exaltarmos e revelarmos o quanto somos bons (atitude que é criticada por Cristo em Mateus 6:3), mas para que Deus seja louvado através de nossas obras. O mundo nos observa, somos a Bíblia que eles estão lendo. O que eles esperam ver nos cristãos se não uma imitação do Cristo? O que eles esperam ver nos filhos de Deus se não imitadores do próprio Filho? Cuidado, pois suas más obras também estão sendo notadas e elas fazem com que o mundo blasfeme ou não creia em Deus (Rm 2:24).
É neste monte que o Mestre relembra os mandamentos que foram dados por Deus ao povo de Israel, afirmando que estes continuavam válidos em seu tempo. Diferente do que muitos judeus de seu tempo o acusavam, Jesus não revogou a Lei, antes a cumpriu à risca e a elevou ainda mais. Pois naquele tempo os mandamentos eram tidos como uma regra de conduta prática, que deve ser externalizada, ou seja, quando na Lei dizia: ‘Não mate’; entendia-se que o pecado só seria condenável caso o transgressor praticasse o ato de homicídio. No entanto, Jesus irá agravar ainda mais dizendo que apenas por se irar em seu coração, você já transgrediu. E isso valerá para outros mandamentos como o Adultério.
O ponto é que Jesus não estava alterando a Lei, mas explicando o seu maior fundamento: o pecado nasce no coração. Não basta ser limpo por fora; não basta viver de aparências, pois o pecado brota no coração e lá se enraíza. Ele dirá isso com essas palavras posteriormente ao criticar os religiosos de sua época, que só cumpriam a Lei de Deus por fora, mas não em seu coração: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, […]” (Mt 15:19).
Ao longo dos Capítulos 5 e 6, Jesus irá acrescentar comentários sobre o Divórcio, Adultério, Vingança, Juramentos, Votos, Amor ao Próximo, Oração, Jejum, Cobiça e Ansiedade, dando uma dimensão ainda mais complexa sobre esses temas, aprofundando-se além daquilo que Moisés havia estabelecido anteriormente.
Sendo assim, a Lei continua em vigor e com um nível de dificuldade ainda maior. Portanto, aqui fica a pergunta: É possível atingir uma vida plenamente santa? Sim, pois esse é o convite de Cristo aos seus ouvintes: “Portanto, sejam perfeitos, como perfeito é seu Pai celestial” (v. 48). Talvez pensemos que isso é impossível alcançar tal nível de santidade. De fato, para nós humanos isso é impossível, mas não para Deus. Pois Ele mesmo prometeu: “Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agir segundo os meus decretos e a obedecer fielmente às minhas leis.” (Ez 36:27).




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As vezes nossa vida é a única bíblia que algumas pessoas irão ver nas suas vidas, é uma grande responsabilidade 🙏🏻
“Somos a Bíblia que eles estão lendo”, que rhema… Esse nível mais profundo de entendimento do que Jesus nos revela e a prática dos seus ensinamentos é que nos direciona para a estatura perfeita que, como acrescentado, não é possível sob nossas perspectivas, mas totalmente possível através do Espírito Santo de Deus. Aleluia!